Gaza pub crawl 2015?

palestinder:

Go pro!


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originally palestinder

A Quoi ÇA Sert L’amour

Quando tudo aconteceu achei que a vida não poderia continuar, mas mesmo sem o meu consentimento ela prosseguiu. Não mais feliz tampouco menos dolorosa. Todos os dias desde aquele dia, sem exceção, eu pensei em você. Mas era assim antes daquele dia também, a diferença é que tenho pensado o quanto desejei poder te salvar, o quanto desejei que o telefone tocasse e fosse você, esperei apenas te ouvir dizer meu nome daquela forma que nunca mais deixei ninguém dizer. Mas o tempo não esperou que eu me recuperasse da sua partida e cobrou que eu me mantivesse em pé mesmo quando tinha as duas pernas quebradas e a simples vontade de não seguir mais.

Hoje eu não posso mais dizer que te amo, nem te entregar meus bilhetes e minhas cartas de amor, o que resta é uma centelha de esperança de que então eu tenha dito vezes suficientes enquanto me agarrava a você. Mas confesso que mesmo que tenha sido suficiente, eu ainda acho difícil compreender que foi o bastante para que você soubesse o quanto te amo e admiro. Meu amor não fica no passado por exigência linguística, mesmo que você não esteja mais comigo.

Para quase todas as coisas da vida há um conserto, uma possibilidade, uma resposta…mas a tua partida me machucou,  simplesmente por que “nunca mais” é tempo demais para tentar aceitar que alguém que você ama mais que tudo partiu.

“e você, você é o primeiro! Antes de você não havia nada, com você eu estou bem, era você quem eu queria. Era de você que eu precisava, você que eu amarei pra sempre…”


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De maneira extraordinária

Respira. Aceita. Respira de novo. Ri - não tem mais nada a fazer. Aceita a condição. Vive ou aprende a viver. Do jeito que tá não dá. O carinho transborda. Mas não é tudo. Ai do sentimento que a gente não entende. Cabeça e coração funcionando em sincronia. Né? Numa insistência cega em discorrer sobre sentimentos. Se debruça sobre eles e não enxerga a linha final, bem menos a inicial. Passeia entre passado, presente e futuro. Os sentimentos vão se condensando e se confundindo. De maneira extraordinária. Se vive. De maneira extraordinária se vive.


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deposito-de-tirinhas:

por Vi-Venes www.venes.com.br

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Giulia

Um dia tu me perguntastes se na vida, quando a gente cresce, a gente esquece de alguns erros. Confesso que não lembro bem se era essa a pergunta, mas tu falavas algo sobre errar, crescer e esquecer.

Se a gente esquece? Te respondi que não, e tô te escrevendo justamente por não ter esquecido que errei contigo. Não foi por maldade, mas errei e não esqueci. Tá vendo que a gente lembra pra sempre? Não lembra todo dia, como quem mecanicamente acorda e busca os óculos na cabeceira da cama ou a roupa que fora jogada no chão, no escuro, com medo de esquecer pra quê se vive. Não chega a ser esse tipo de lembrança, mas ela está ali, como um palhaço estranho, daqueles que pulam pra fora quando a gente abre a caixa. E a gente sempre volta pra abrir a caixa, né? Tu me perguntastes e eu não quis me alongar, com medo de pedir por detalhes e me intrometer na tua vida. Com medo inconsciente de me ver adulta demais pra dar conselhos pra uma guria que há pouco era eu. É, era eu no terceirão do Marista, preocupada com o vestibular, com a iminência da vida adulta em outra cidade, e ao mesmo tempo, pensando em quantas bolachas passatempo eu conseguiria colocar na boca de uma só vez.

É, Giulinha, a gente não esquece do erro não. Ele chega como fantasma enquanto nos dedicamos com afinco a atividades como quebrar o palito de dente em vários pedaços e girar o canudo no suco. Ele chega enquanto a gente espera o resultado daquela prova, ou o elevador, e até mesmo enquanto buscamos os óculos, ou as roupas, numa manhã de páscoa meio estranha e ensolarada demais.

Mas ó, isso aqui é uma prova de que a gente quase sempre tem tempo de voltar atrás e tentar consertar o erro. E se tu me perguntares o que a gente faz quando o tempo acaba e nada mais pode ser feito… a resposta vem com um peso catatônico de quem teve que se acostumar com o palhaço feio que pula da caixa: daí a gente chora, chora de dor e de raiva da bagunça que é viver, crescer, ser gente míope, e depois volta a tentar ser mais leve.


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De todo o amor que eu tenho, metade foi tu quem me deu.

Estive muito brava nas últimas semanas. Esperei que tu ligasses como de costume, para saber como eu estava e quando começavam as aulas… ou que só perguntasse se eu não queria tirar uns dias e ficar contigo. Infelizmente, embora contraditório, eu sei que não faz sentido esperar isso, pois tu não tens como me ligar. Eu sequer sei “onde” tu estás.

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A morte é isso? Desaparecer? Por que todos os dias desde o último em que te vi, é como se tudo tivesse desaparecido. Eu não entendo como alguém que esteve durante 23 anos comigo pode simplesmente sumir…


Todos os dias, desde quando eu acordo até o meu último pensamento, por diversas vezes o senhor apenas está ali, mas por que não posso te ver? Lembra quando tu me dizias pra que eu fosse paciente? Para que eu entendesse as loucuras das pessoas e todos aqueles outros porquês? Lembra quando tu reclamavas que eu não comia feijão ou quando olhávamos futebol? Lembra-te de quando eu pegava o carro e o senhor dizia que era pra cidade entrar em estado de atenção? São tantas coisas… Ainda não entendo como é acordar e saber que tu não estás mais lá… Que vou chegar à tua casa, do jardim mais lindo, e não será aquele sorriso que vai me receber. Não entendo a lógica da vida, sem tu me ligando, de hora em hora, porque eu sou pequena demais, e essa cidade, grande demais.

Tem sido difícil entender o sentido das coisas, se elas acabam e mesmo tendo entendido os tolos porquês da vida, eu ainda não sei enxergar com sabedoria a situação, pois não me importo. Só sei que tu não estás mais aqui…


Hoje, eu só queria te dizer que por mais “estabanada” que eu seja e por pior que tenha sido a tua falta, não te preocupes comigo. Olhe pelas pessoas que precisam mais de ti. Não por eu não te amar mais que todos, mas porque eu sei que precisas zelar por algo maior.

Eu vou ficar bem e eu sei que agora tu sabes disso. E mesmo com toda essa tristeza que só eu sei quando sinto, e que no fundo só tu vês por que eu não deixo mais ninguém ver, eu vou ficar bem por ti. Sei que é o mínimo que posso fazer: deixar tu te recompor e ter a alma leve. Não quero que todas as lágrimas que derramei, e continuo derramando, sejam motivo para que tu não consigas descansar. Mais do que as coisas que escrevo, eu sei que tu sabes o que tem pra olhar e queria dizer obrigada. Sabe por quê? Não importa em nada pra mim as dificuldades que passamos ou qualquer outra coisa. Eu agradeço por ter nascido exatamente onde nasci e por que nasci. Eu não te trocaria por nada. Hoje, mais uma vez, eu só quero dizer o quanto te amo, o quanto sinto tua falta, e como tu és incrível. Não foi, continua sendo. Sabe por quê? Tudo que existe nesta terra carnal é muito pequeno perto da imensidão do universo e do nosso destino. O destino da gente está acima de todas as coisas e eu sei que não podia ter sido diferente… Mas isso não significa que só por que tu sumiste deste lugar que não continuas comigo.

 
Sinto falta de fazer bolo pra ti, olhar jogo e ficar agarrada no teu braço no sofá, mas sabe o motivo de eu falar tudo isso? É que eu só quero que tu saibas que mesmo agora, tu ainda continuas me ensinando coisas. E o meu amor por ti está acima de qualquer palavra que um humano tenha criado. Saiba disso. Tá bem? :)


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Ela não entendia que existiam outras concepções de felicidade. Na verdade, ela sequer sabia que felicidade é algo que se concebe.


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Só queria te pedir pra tu não dormir, nunca mais, antes de mim. Não sei o que fazer comigo mesma, se estudo, se escuto música, se durmo, se tomo banho, se tomo remédio, se fumo mais um cigarro na janela, se pego o edredom, que há 2 minutos atrás joguei no chão. Não sei o que fazer com as minhas mãos, se coloco nos bolsos, se enfio embaixo do travesseiro, se te faço cafuné, e assim, te acordo. Não sei o que fazer comigo mesma se não for te ter, rir de ti, ouvir do teu dia, da tua vida. Me atrapalho, faço o que não deveria fazer, falo o que não queria nunca mais dizer. E escrevo igual uma maluca. Eu tô com medo de tanta coisa. Medo do que me espera na faculdade, medo da vontade de vomitar que não passa, medo de te contar meus segredos, meus medos, minhas felicidades. Medo que tu dê ouvidos ao que, aqueles que tanto te amam, dizem o tempo todo. Medo de começar a escrever e nunca mais parar…


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E numa ocasião em que estava longe de tudo aquilo que conhecia, amigos, família, escrever era o fio da continuidade. Era tudo que sempre fizera.


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E escrevo pra que tu vejas que eu mudei

As coisas ainda estão muito avulsas, perdidas em pedaços de papéis rabiscados, alguns cobertos de lágrimas, outros escritos com entusiasmo. As canetas para a escrita não são as mesmas e os papéis são de cadernos inacreditavelmente diferentes. Não sei o que muda. E se muda. Se é a forma de escrever, se são as riquezas das palavras, se é o papel, se é a caneta, ou se sou eu. Afinal, mudo? Sei que as coisas mudam; sei que o homem não é capaz de entender o mundo antes de se machucar; Sei que o homem não é capaz de entender o mundo antes de viver um momento de extrema felicidade; Sei que o homem não é capaz de entender o mundo antes de chorar. E eu? Ainda não sou capaz.

Eu, aos meus 22 anos, me engano que sei o que entendo do mundo. Sei que as coisas devem ser levadas da melhor maneira possível, sei que as pessoas podem ferir a quem amam, sei que as pessoas podem ser cruéis. Sei que as pessoas podem ser credulamente incríveis, da mesma forma que podem ser inescrupulosas. E ah, sei que gosto de comprar sorvete napolitano, mesmo sabendo que só pegarei a parte de morango e de creme. Enquanto não sei de nada muito concreto, além do sorvete, escrevo… Mudo de cadernos, canetas, cidades, amores. Mudo em vida, mudo por necessidade de mudar. E escrevo pra que tu vejas que eu mudei, mas mudei? Se não mudei nem minha necessidade de te mostrar e me importar, como é que digo que mudei?


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